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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Você crê na Bíblia...certo?


Este artigo é sobre uma frase que todas as igrejas têm como uma declaração doutrinária:

“Cremos que as Sagradas Escrituras do Antigo e Novo Testamento são a Palavra de Deus e nossa única regra de fé e prática”

MAS na atual situação em que estamos, onde o povo conta com as mais variadas (PER)versões bíblicas...quem há que possa afirmar “esta é a Palavra de Deus”..???

Pois casa livro intitulado “bíblia” difere grosseiramente do outro!!!
Transcrevo um artigo que recebi por e-mail há já algum tempo:

Deixe de Mentir, Dizendo Crer na Bíblia!

Por que tantos cristãos, hoje em dia, continuam mentindo em relação ao fato de crerem ou não na Bíblia? Realmente, a maioria está ficando mais honesta em suas crenças, já admitindo não crer que “a Bíblia é a inerrante Palavra de Deus”.

Vejam aqui alguns fatos documentados (em Inglês) neste sentido:

http://brandplucked.webs.com/thebiblenotinspired.htm

Deus é o Deus da verdade e não pode mentir

Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos” Tito 1:2

Ele espera que nós, o Seu povo, falemos a verdade uns com os outros

Por isso deixai a mentira, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros” Efésios 4:25

E Ele diz em Provérbios 12:22:

“Os lábios mentirosos são abomináveis ao SENHOR, mas os que agem fielmente são o seu deleite”.

Sua Palavra também nos admoesta:

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência” 1 Timóteo 4:1-2

Quando acessamos qualquer website cristão ou página de igreja, eles afirmam aquilo em que supostamente crêem sobre a Bíblia. Geralmente são palavras de efeito, como:

“Nós cremos que a Bíblia é a inerrante e infalível Palavra de Deus”

Observem que eles usam o verbo no presente - “é” - como algo que ACONTECE agora.

Mas, quando são pressionados neste assunto, logo se conclui que eles não estão falando sobre um tipo real ou tangível de Bíblia, o qual se possa manusear, lendo e crendo em tudo que ali está escrito, como sendo verdadeiro. Ora, a verdade é que eles não crêem que isso exista.

Logo em seguida, eles chegam com a dança da linguagem dobre e do retroceder quanto ao que [antes] disseram, [agora] dizendo algo assim:

“Ó, bem, somente os originais {*} SÃO inspirados e inerrantes”.

Ora, amigo cristão, os originais já não existem e todos nós sabemos disso! Em seguida, eles surgem com uma declaração realmente coxa e absurda, como aquela bem conhecida Declaração de Chicago Sobre a Inerrância Bíblica. (Ver  http://brandplucked.webs.com/chicagostate.htm):

 “As traduções da Escritura são a Palavra de Deus, contanto que representem fielmente os originais.” Declarações como esta, aparentemente piedosas, podem ser totalmente hipócritas em vários níveis.

Primeiro, eles jamais viram uma palavra sequer, em toda a sua vida, dos 66 livros [os “originais”] reunidos em um volume da Bíblia.

Segundo, é um absurdo afirmar as “traduções são a palavra de Deus, contanto que representem fielmente os originais”, visto como eles não têm original algum com os quais comparar qualquer tradução! Então, como é possível saber se aquilo, que eles apresentam no seu “Clube da Bíblia Lançada Neste Mês”, representa ou não os originais?”    Eles dão a impressão de que possuem “os originais” ou a cópia destes, bem à sua frente, tentando ver se a sua última ver$são concorda ou não com os originais.

Eles estão mentindo. Adotar a posição de que “somente os originais {*} são inspirados e inerrantes”, sem dúvida alguma, é deixar os cristãos, AGORA, sem nenhuma Bíblia inerrante, e não há maneira deles contornarem o fato que a premissa deles tem que implicar esta consequência.

Uma declaração honesta de inerrância embasada no que eles crêem realmente, bem como a maioria dos cristãos, seria algo assim: “SE os originais tivessem sobrevivido e SE tivessem sido colocados em um só volume, consistindo de 66 livros inspirados, então estes SERIAM a Bíblia histórica, 100% inerrante e verdadeira, na qual poderíamos crer. Infelizmente, Deus não agiu assim e, portanto, precisamos [nos contentar em apenas] fazer o melhor [que pudermos] com o que temos em mãos, mesmo que ninguém tenha realmente certeza, ou fique de acordo com todos os outros, sobre o que qualquer texto ou leitura particular devesse ser. Portanto, vá com Deus e espere o melhor!”

Mesmo após ter eu mostrado isso a um cristão chamado Mateus, ele se voltou com esta declaração:

“Creio que os originais são inerrantes e que a procedência e a transmissão do que temos é a melhor que se pode esperar. Não vejo motivo algum para admitir erro, conquanto nos esforcemos para ter mais acesso, no sentido de confirmar uma Bíblia mais próxima possível dos originais.”

Claro que ele não entende! Não existem quaisquer originais! Então, como ele poderia saber se está ou não o mais próximo possível dos originais?

A propósito, este Mateus também postou que ele “gosta” da NKJV, da NASB e da ESV.

Aparentemente, ele é mais um dos desapercebidos ou “não vê motivo para admitir erro”, pelo fato de que estas três versões modernas diferem, textualmente, em, literalmente, milhares de palavras, inclusive em numerosos versos inteiros, e uma porção delas rejeita muitas leituras hebraicas e centenas delas têm significações totalmente diferentes. Mateus diz achar que Marcos 16:9-10 e 1 João 5:7, de fato, não pertencem à Bíblia e mesmo assim, ele sustenta que “não vê motivo para admitir erro”. Será que esta moderna e relapsa atitude cristã em relação à Palavra do Deus vivo se assemelha à dos que “tremem da sua palavra”?

Isaías 66:5).

Tudo que eu espero é mais honestidade das pessoas que vêm me dizer o que REALMENTE acreditam sobre a Bíblia. Junto com outros cristão, sou um crente na V.A. [a Versão Autorizada], a Bíblia King James. Não precisamos MENTIR, quando dizemos que ela É a completa, inspirada, inerrante e 100% verdadeira Palavra de Deus. É nisto que, realmente, cremos! Ninguém é obrigado a concordar conosco. Alguns podem até achar que estamos completamente errados, que somos ignorantes, iletrados, “divisores”, asseclas de Satanás, “uma seita” ou, até mesmo, coisa pior: ruckmaníacos! Mas, pelo menos, dizemos aquilo em que realmente cremos e não estamos MENTINDO a respeito.

A propósito, o dito Mateus postou uma pesquisa chamada “O exclusivismo da BKJ é uma seita?” Parece mais do que uma mania irônica achar que os cristãos que realmente acreditam que sua Bíblia é a Palavra de Deus pertencem a uma seita, enquanto os que não acreditam que Bíblia alguma, em qualquer língua, seja a inerrante Palavra de Deus, devam ser considerados ”ortodoxos”. [Isso é o que se pode chamar de “tempos trabalhosos!” (2 Timóteo 3:1)]. Se você é o tipo do cristão ”somente os originais”, acreditando que somente estes foram inspirados e inerrantes, e que “nenhuma tradução perfeita” existe, então diga exatamente isso. Seja honesto.

Mas, não fique no púlpito nem escreva em seu blog coisa do tipo: “Eu creio que a Bíblia é a inerrante Palavra de Deus”, quando você tem certeza de que ela não se encontra impressa em nenhum país ou idioma do mundo, para você [a ler] ou dar a outras pessoas. DEIXE DE SER MENTIROSO!    Se você é um cristão do tipo “somente os originais”, como sendo a hipotética e já não existente Palavra de Deus, pode “esperar sentado” pelo que Deus pode ou não pode ter escrito. (Mesmo sabendo que vocês nem mesmo concordam unanimemente). [Em vez de ficar falando tolices], seria melhor você dizer: “A Bíblia contém a verdade de que Cristo

morreu pelos nossos pecados e ressuscitou dos mortos e todos os que nEle crêem recebem o perdão dos pecados.” Eu também creio assim e quero que isto seja pregado. Mas não use palavras que soam piedosas, nem jargões religiosos como: “A Bíblia é infalível”, se, realmente, você não acredita, nem por um segundo, nesta verdade.    PARE DE MENTIR SOBRE A BÍBLIA. Escute as palavras do Senhor, conforme Isaías 66:5:

 “Ouvi a palavra do SENHOR, os que tremeis da sua palavra. Vossos irmãos, que vos odeiam e que para longe vos lançam por amor do meu nome, dizem: Seja glorificado o SENHOR, para que vejamos a vossa alegria; mas eles serão confundidos”.

Will Kinney - http://brandplucked.webs.com/articles.htm  Título original: Stop Lying About It Traduzido por Mary Schultze, em 05/07/2011.www.maryschultze.com

 

{* Nota de Hélio: Ah, como os "eruditos" brasileiros, sem reflexão nem discernimento independentes, imitam como papagaios o que vem de pior dos USA! Infelizmente, depois da enorme e maléfica influência de B.B. Warfield [1851-1921] nos seminários dos USA, a maioria das declarações/ confissões/ artigos de fé da maioria das denominações/ seminários/ igrejas brasileiras deixou de dizer que crê que a Bíblia (ou, pelo menos os textos hebraico e grego em que se baseia) É a Palavra de Deus absolutamente, perfeitamente inspirada e inerrante, e passou a dizer, apenas, de uma ou de outra maneira, que ela ERA inspirada nos manuscritos originais que saíram das mãos de Moisés (Gn) até João (Ap), espertamente não dizendo palavra sobre se ela, pela providência de Deus, foi ou não continuamente preservada de tal forma a chegar até nós e ser impressa de forma absolutamente perfeita (pelo menos nos textos hebraico e grego em que se baseia). O mais lamentável é que isto ocorre até mesmo (ou ainda mais) entre a maioria das denominações/ seminários/ igrejas (cheque você mesmo as declarações de fé de alguns seminários e igrejas batistas regulares e batistas bíblicas e batistas fundamentalistas) que alegam ser as mais fundamentalistas do mundo!

 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Minha Caminhada

Algo que pouca gente sabe...(somente meus amigos)...mas aqui compartilho...
Respondi por e-mail...
 
Muito prezada irmã Mary:

Agradeço-lhe o seu e-mail porque através dele me permite lhe conhecer um pouco mais. Sei que viu o meu blog, mas o perfil lá é muito sucinto... permita-me compartilhar com a senhora algo do caminho que percorri:

Ao igual que a grande maioria de peruanos nasci numa família Católica "não praticante", mas desde4 criança algo me chamava para as coisas religiosas...participei das missas durante um tempo mas não continuei porque não entendia o "levanta-senta-levanta" nem as responsivas...

Aos 15 anos (1974) conheci a Igreja Evangélica do Nazareno (arminiana-wesleyana - como, com orgulho, se denominam) cujo "carro chefe" é a "doutrina" do "livre arbítrio" (el libre albedrío), cheguei a cursar um ano no Instituto Bíblico dessa denominação no norte do meu país...

Em 1983, decidi sair do Peru e fui à cidade de Manaus.

Em 1984, conheci a Igreja Presbiteriana do Brasil, em Manaus o pastor da Primeira Igreja Presb. era o Rev. Caio Fábio de Araújo (pai) quem me recebeu muito bem, mas foi o pastor Manoel do Carmo Filho quem me confrontou com as doutrinas "calvinistas", e eu não consegui (mesmo tentando) defender "o livre arbítrio"...desde 1974 eu sabia que Deus havia me chamado ao ministério, pelo que em 1985 inicie junto com a primeira turma, os meus estudos teológicos no Instituto Teológico Presbiteriano do Amazonas (ITEPRAM), terminei em 1989, mas por diversos motivos não fui ordenado pastor...porém o que havia aprendido no instituto impedia que eu me sentisse à vontade diante do carismatismo (pentecostalismo crasso) que tomou conta da IPM...em 1992 saí dessa denominação depois de haver questionado coisas como:

* O movimento "Louvorzão" nas praças (rock da pesada para atrair multidões e "pregar-lhes a palavra")

* "Visões e profecias" nos cultos de jovens na casa do pastor Manoel do Carmo - o cúmulo foi uma ocasião em que uma jovem, estudante de medicina, começou a tremer, mudou para uma voz bem grossa masculina [cavernosa] e disse: "Meu povo, não temas...EU mandei meu filho...." – aí interrompi alguns ao meu redor e disse "O quê? Vocês acham que Deus Pai, a Primeira pessoa da Trindade abandonou seu trono para entrar no corpo desta moça?!!!" – fui “convidado” a sair na hora!

* latidos e grunhidos "santos" em reuniões após os cultos...(os participantes oravam e tremiam, caiam ao chão e começavam a “andar de quatro” latindo e grunhindo...e diziam que era manifestação do Espírito Santo!!!)

Na Ig. Presbiteriana vivenciei "ondas" como a dos “duendes”, a dos “anjos”, a do "dente de ouro" e outras das quais quase nem lembro..

Após a minha saída fui congregar numa igreja Congregacional...mas não deu certo, saí de lá também...assim, por meses fiquei "sem igreja".

Até que em 1995 conheci alguns gaúchos na Ulbra de Manaus (fiz um semestre de Psicologia) e fui aceito por profissão de fé, congreguei com eles até junho de 96 quando casei com Leonora, em julho daquele ano vim ao RS...em 1997 fui aceito por colóquio no rol de pastores da IELB mas tive que estudar algumas matérias que não constavam no meu curriculo presbiteriano: Confissões Luteranas, liturgia, etc.

Em 1998 cumpri um ano como estagiário na Igreja Luterana São Paulo no centro de Novo Hamburgo, já ai começaram os atritos por causa do ecumenismo que impera na IELB, consegui levar o ministério até 2002, quando decidi sair dessa denominação (que considera um orgulho trabalhar ecumenicamente com a Igreja Católica)...

Perdi por causa disso bens materiais (casa e carro paroquial, salário que neste ano 2011 beiraria nos 4.500 ou 5000 reais, etc., etc.)...mas ganhei em liberdade e conhecimento da verdadeira doutrina cristã...aprendi o real significado de "negue-se a si mesmo" sei também o que significa "tomar a cruz"...

Em fim, agradeço ao Senhor por ter me tirado da ignorância, do sono, do "lusco-fusco"...

Bom a grandes rasgos...essa foi a minha caminhada...conheço os arminianos, o calvinismo, o luteranismo...seria uma honra poder ser de algum auxílio...

Meu desejo prezada irmã na fé, é que o Nosso Senhor e Salvador lhe abençoe e guie sempre.

Fiel ao Senhor Jesus Cristo unicamente pela Sua graça,

Pastor Gustavo Pereyra

terça-feira, 9 de junho de 2015

Batismo por IMERSÃO ou Batismo por ASPERSÃO ?

Recebi há algum tempo este correio. Compartilho a resposta...como não sou de "achar", respondi como sempre o faço: "está escrito..."
Ola- Reverendo Gustavo Pereyra     da  Igreja Cristã da reforma luterana!
Paz de Cristo!
Sou XXXX vivo em ANANINDEUA   no   PARÁ. Li seu site  http://igrejacristadareformaluterana.blogspot.com.br/   eu quero fazer só algumas perguntas:
1- eu fui '' batizado por Aspersão quando bebezinho na IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA''. Eu gostaria muito de ser Batizado por imersão em água em nome da trindade.para mim é uma qestão de conciência.por isso pergunto:Eu poderia ser Batizado por Imersão(mergulho) em água em nome da Trindade na Igreja Cristã da Reforma Luterana?sim ou Não?
2-existe alguma congregação da Igreja Cristã da Reforma Luterana   em ANANINDEUA   ou   em   BELÉM no   PARÁ ?
3-Na Igreja Cristã da Reforma Luterana   a CEIA DO SENHOR é feita todos os DOMINGOS? Usam Pão e Vinho?
Ficarei grato pela sua resposta! Obrigado!
Que Deus te abençoe!

Prezado amigo XXXX:
A questão do batismo é muito controversa pois exige conhecimento bíblico e não somente um "eu acho".
Infelizmente, as idéias que as pessoas têm hoje acerca de diversos temas do cristianismo está embasado nos "achismos" das atuais "igrejas evangélicas" (quase em sua totalidade pentecostais ou neo-pentecostais, carismáticas, etc.) - a verdadeira doutrina evangélica, aquela dos reformadores do século XVI, está quase que DESAPARECIDA.
Aquilo que é ensinado não é a doutrina que foi resgatada há quase quinhentos anos atrás. Mas vamos começar com as suas questões:
O amigo disse: “eu fui '' batizado por Aspersão quando bebezinho na IGREJA CATOLICA APOSTOLICA ROMANA''. Eu gostaria muito de ser Batizado por imersão em água em nome da trindade.para mim é uma qestão de consciência.por isso pergunto:Eu poderia ser Batizado por Imersão(mergulho) em água em nome da Trindade na Igreja Cristã da Reforma Luterana?sim ou Não?”
Uma resposta séria não pode ser sujeitada a "sim/não" - aliás foi assim que o doutor Martinho Lutero foi questionado pela igreja romana, eles não lhe permitiam explicar a sua posição, só lhe ofereciam "sim/não" como resposta.

Sobre o batismo:
Há o pensamento de que o batismo de João o Batista é o batismo cristão, mas vejamos o ensino da Bíblia:
"Apareceu João batizando no deserto, e pregando o batismo de arrependimento, para remissão dos pecados." Marcos 1:4
Por essa razão foi que quando o Senhor Jesus foi a ter com João Batista, este não o quis batizar:
“Então veio Jesus da Galiléia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele. Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então ele o permitiu” Mateus 3:13-15
João opunha-se-lhe porque o batismo que ele estava fazendo era “para remissão de pecados (aos arrependidos)”
Mas o Senhor lhe disse: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça"
A que justiça se referia o Senhor?
Precisamos fazer um parêntese aqui, pois há um tema intimamente ligado a este acontecimento que deve ser bem compreendido:
O Senhor Jesus Cristo é chamado nas Sagradas Escrituras como

“Sumo sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque”

E a própria Escritura diz que ele não poderia ser sacerdote
“Visto ser manifesto que nosso Senhor procedeu de Judá, e concernente a essa tribo nunca Moisés falou de sacerdócio” Hebreus 7:14

Então como Ele é chamado “Sumo sacerdote segundo a Ordem de Melquisedeque”?

Continuemos ainda em Hebreus:
“E ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão.
Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo,
para se fazer sumo sacerdote, mas aquele que lhe disse:
Tu és meu Filho, Hoje te gerei.
Como também diz, noutro lugar:
Tu és sacerdote eternamente, Segundo a ordem de Melquisedeque
Hebreus 5:4-6

E quando foi que se escutou a voz do Pai falando acerca do Filho?

Voltemos então ao evangelho de Mateus:

“E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. e eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo. ” Mateus 3:16-17

Vemos nessa ocasião a presença da Trindade:
  • o Espírito Santo,
  • a voz dos céus (o Pai – pois disse “meu Filho”)
  • e o Filho sendo batizado
Comparando isto com Hebreus 5:5 compreendemos que por que foi que a partir deste batismo, o Senhor iniciou o seu ministério... a partir desse momento Ele podia exercer seu Sacerdócio segundo a Ordem de Melquisedeque.
Porém ainda precisamos entender a maneira em que o Senhor recebeu esse batismo:
João era um sacerdote levita – filho do sacerdote Zacarias (leia a sua história em Lucas 1:5-66)
João não foi conivente com a corja de sacerdotes que estavam no templo, por isso ele se retirou e exercia seu ministério de Arauto do Senhor no deserto, no Jordão (lembremos como ele chamou aos líderes judaicos em Mateus 3:7)
Sendo um sacerdote tão estrito no cumprimento da lei, ele não queria aplicar o batismo que ele fazia ao Senhor Jesus, porque sabia que Ele era sem pecado – o Cordeiro de Deus (João 1:35-36)
na sua fidelidade a Deus e à Sua lei, é inadmissível pensar que João pudesse ter praticas não amparadas na lei.

Antes de continuar é necessário ver em Hebreus 9:10-12

“Consistindo somente em comidas, e bebidas, e várias abluções e justificações da carne, impostas até ao tempo da correção. Mas, vindo Cristo, o sumo sacerdote dos bens futuros, por um maior e mais perfeito tabernáculo, não feito por mãos, isto é, não desta criação, nem por sangue de bodes e bezerros, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez no santuário, havendo efetuado uma eterna redenção”

“abluções” aqui se percebe “a mãozinha batista" de algum dos tradutores na sociedade bíblica, pois no original grego está escrito batismois, isto é: batismois = batismos

Deixando “pra lá” a questão não muito honesta da sociedade bíblica na tradução deste texto... que eram esses “diversos batismos”???

No mesmo capítulo achamos a resposta:

“Porque, se o sangue dos touros e bodes, e a cinza de uma novilha esparzida sobre os imundos, os santifica, quanto à purificação da carne” Hebreus 9:13
“Porque, havendo Moisés anunciado a todo o povo todos os mandamentos segundo a lei, tomou o sangue dos bezerros e dos bodes, com água, lã purpúrea e hissope, e aspergiu tanto o mesmo livro como todo o povo” Hebreus 9:19

O sacerdote João não podia usar sangue de algum animal sacrificado pois os sacrifícios eram feitos no Templo em Jerusalém, nem cinza tomada do altar desses sacrifícios, como ele estava no deserto, à beira do Jordão, ele tomou o outro elemento permitido pela lei: ÁGUA.

Mas ainda há uma questão: Então ele batizou ao Senhor Jesus assim como ele fazia com o povo que, arrependido confessava seus pecados? (veja Mateus 3:5 e 6) NÃO.
O que aconteceu lá foi a Ordenação do Senhor Jesus ao Sacerdócio da Ordem de Melquisedeque (já vimos isso sendo ensinado na epístola aos Hebreus).

João tomou água (segundo a lei) e a ASPERGIU sobre o Senhor Jesus, foi aí que se ouviu a voz dos céus:

“Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas aquele que lhe disse: Tu és meu Filho, Hoje te gerei” Hebreus 5:5

 “Chamado por Deus sumo sacerdote, segundo a ordem de Melquisedeque. (Do qual muito temos que dizer, de difícil interpretação; porquanto vos fizestes negligentes para ouvir)” Hebreus 5:9-10

Para encerrarmos esta questão, precisamos lembrar o que o próprio Senhor Jesus afirmou a respeito de João:
A lei e os profetas duraram até João;
desde então é anunciado o reino de Deus...”
Lucas 16:16

Logo, o batismo que João praticou foi segundo a lei, ASPERGINDO água.

O batismo cristão tomou a forma (aspersão) e o elemento (pela lei também podiam ser usados sangue e cinza) e o Senhor acrescentou a fórmula trinitariana ao dizer claramente:
 “E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” Mateus 28:18-19
“Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água; Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo” I Pedro 3:20-21

Veja “arca / água / batismo” – aos que insistem (contra o ensino da Palavra de Deus) em “mergulhar” – a Palavra mostra o seguinte:
A água caia sobre a arca, na qual oito pessoas foram salvas – o que foi uma figura do batismo.
Essa mesma água que caiu sobre a arca e a fez flutuar, sim, essa mesma água COBRIU aos que pereceram irremediavelmente no dilúvio.
E ainda há a passagem de I Coríntios 10:1-2 “ORA, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. E todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar
E Hebreus 11:29 explica o que aconteceu aos que foram cobertos pela água:
“Pela fé passaram o Mar Vermelho, como por terra seca; o que intentando os egípcios, se afogaram
Quando, na Palavra de Deus achamos a figura de “ser coberto pela água” não é para bênção nem para salvação, SEMPRE É PARA CONDENAÇÃO.
A sua segunda questão: não, não há congregação da Igreja Cristã da Reforma Luterana em ANANINDEUA, aliás em lugar algum fora de Novo Hamburgo RS. – o que não é empecilho para alguém ser cristão e ter a mesma doutrina bíblica que nós, pela graça do Senhor, temos.
À sua terceira questão, permita-me responder de maneira sucinta, já vimos que para o batismo o Nosso Senhor Jesus Cristo usou a forma e elemento estipulados na lei, da mesma maneira, a Santa Ceia nasce (por assim dizer) a partir dos elementos que o Senhor Jesus tomou da ceia pascal judaica (onde a elemento central era o cordeiro, que era acompanhado pelo pão ázimo, água, ervas amargas e vinho (jamais suco de uva!).
A Palavra mostra claramente que o Senhor tomou do que estava na mesa em que, com os seus discípulos, celebrava a páscoa (todos eram judeus, fiéis a Deus, obedecendo ainda as leis do A.T.), sim, o Senhor tomou esse pão sem fermento e tomou o cálice de vinho, usou esses elementos e instituiu o Novo Testamento  (Mateus 26:28, Marcos 14:24, Lucas 22:20, I Coríntios 11:25, II Coríntios 3:6, Hebreus 9:15).
Prezado Frankmar, tem-nos tocado viver na época em que se cumpre Amós 8:11-12
“Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome
sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água,
mas de ouvir as palavras do SENHOR.
E irão errantes de um mar até outro mar,
e do norte até ao oriente;
correrão por toda a parte, buscando a palavra do SENHOR,
mas não a acharão
Sinceramente, não posso lhe recomendar uma igreja determinada.
Pois TODAS as grandes denominações já se desviaram das suas bases doutrinárias, o que ainda resta são pastores fiéis em diversos lugares, defendendo isoladamente a doutrina cristã – A grande questão é: “Quem são eles e onde estão?” (como no caso de Elias que pensou estar sozinho – I Reis 19:14-18)
Todavia, SE o amigo realmente quer saber mais do que realmente a Reforma do Século XVI resgatou, não hesite em entrar em contato conosco novamente. Espero ter sido de útil para lhe esclarecer as suas dúvidas.
Em Cristo o Senhor, ainda fiel somente pela sua graça,
Reverendo Gustavo Pereyra

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Para quem não acredita
Transcrevo na íntegra o que aparece na página http://www.ihu.unisinos.br/noticias/537129-luteranos-festejam-os-15-anos-da-declaracao-conjunta-sobre-a-doutrina-da-justificacao

Por ocasião dos 15 anos da assinatura da "Declaração Conjunta sobre a Justificação" ocorreu na Igreja Luterana de Roma, no domingo, 2 de novembro, um culto ecumênico celebrativo.
Para a ocasião, foi convidado o cardeal Walter Kasper, ex-presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos (PCPCU), a quem foi confiada a pregação.
"É uma grande alegria e uma honra para a nossa comunidade hospedar este evento", diz o site da Igreja Luterana de Roma.
No dia 31 de outubro de 1999, por ocasião da Festa da Reforma, foi assinada em Augsburg (Alemanha) a "Declaração Conjunta sobre a Doutrina da Justificação", entre a Federação Luterana Mundial (FLM) e a Igreja Católica.
Os signatários da declaração foram o bispo Christian Krause e o cardeal Edward Cassidy, à época, respectivamente, presidentes da FLM e do PCPCU.
Conclui o comunicado no site luterano: "Em 1999, em Augsburg, foi uma festa, celebrada na igreja, mas também pelas ruas da cidade. Com esse espírito, queremos festejar também hoje".
500 anos depois da Reforma....há reforma?
Há cristãos luteranos?
De uma coisa você pode ter certeza: sempre houve cristãos...o pequeno rebanho, cujos nomes Ele escreveu no Livro da Vida antes da fundação do mundo...a verdadeira Igreja de Cristo, seres humanos
loucos....fracos....vis e desprezíveis deste mundo! (1 Coríntios 1:27-28) - em NADA semelhantes a esses "figurões" católicos ou "luteranos"....

segunda-feira, 6 de abril de 2015

500 anos da Reforma
À continuação reproduzo na íntegra o artigo "Uma grande Traição" publicado pela página
http://solascriptura-tt.org/SeparacaoEclesiastFundament/UmaGrandeTraicao-Ecumenismo-Hunt.htm
Uma Grande Traição
Dave Hunt
Escrevo esta na Eslováquia, onde acabei de chegar depois de uma viagem de um dia inteiro de trem através da República Tcheca. Ruth e eu estamos na Europa numa excursão de pregação, a qual primeiro foi realizada através da Alemanha, Áustria e Suíça, de carro. Começamos em Augsburgo, Alemanha, num companheirismo com amados crentes conhecidos através de oficiais militares da Inteligência Americana, lotados próximo dali, durante a Guerra Fria. Nossos corações ficaram grandemente comovidos ao visitar mais uma vez partes da Europa onde a Reforma começou e onde tantos foram martirizados pela “fé uma vez entregue aos santos”(Judas 3).
Durante mil anos antes de Lutero a Europa sofreu perseguições, queimas e afogamentos de Cristãos evangélicos, que jamais foram Católicos e ainda não eram chamados Protestantes. Este termo seria anexado somente mais tarde àqueles excomungados da Igreja por protestarem contra suas maldades. O movimento entre sacerdotes e monges exigindo um retorno à Bíblia começou muitos séculos antes de Lutero. Prisciliano, bispo de Ávila, poderia ser chamado o primeiro Reformador. Falsamente acusado de heresia, bruxaria e imoralidade por um Sínodo em Bordeaux, França, em 384 d.C. (sete de seus escritos refutando estas acusações foram recentemente descobertos na biblioteca da Universidade de Wurzburgo na Alemanha), Prisciliano e seis outros foram degolados em Trier, em 385 d.C. e a este, muitos martírios se seguiam. Passando rapidamente para os anos 1300, John Wycliff, “a estrela da manhã da Reforma”, se destacou pela autoridade das Escrituras, traduzindo-as e publicando-as na Inglaterra, e pregando e escrevendo contra as maldades dos papas e contra a transubstanciação. Jan Hus um fervoroso sacerdote católico e reitor da Universidade de Praga, foi influenciado por Wycliff. Excomungado em 1410, Hus foi queimado na estaca como “herege”, em 1415, pelo crime de convocar uma Igreja corrupta à santidade e à autoridade da Palavra de Deus.
Esses pré-reformadores montaram o palco para a Reforma de Lutero. O próprio Lutero disse: “não somos os primeiros a declarar que o papado é o reinado do Anticristo, visto como durante anos antes de nós, tantos e tão grandes homens... encarregaram-se de expressar tão claramente a mesma coisa...” Por exemplo, num total concílio realizado em Rheims no século 10, o Bispo de Orleans chamou o papa de Anticristo. No século 11 Roma foi denunciada como a “Sé de Satanás” por Berenger de Tours. Os Valdenses identificaram o papa como o Anticristo, num tratado do ano 1100 d.C. intitulado “a Nobre Lição”. Em 1206 uma conferência albigense apontou o Vaticano como a mulher “embriagada com o sangue dos mártires”, o que ela tem continuamente provado ser.
Provocado pela licenciosidade que viu no papa e no clero em Roma, e pela venda de indulgências como bilhetes de passagem para o céu (financiando a construção da Basílica de S. Pedro), no dia 31 de outubro de 1517 Lutero pregou sua Disputa sobre o poder e eficácia das indulgências (conhecida como as 95 Teses), no portão da Igreja do Castelo, em Wittenberg. Cópias traduzidas do original em Latim, foram amplamente distribuídas, incitando o debate através de toda a Europa, sobre a venda de perdão dos pecados.
Augsburgo teve uma significação especial para nós porque é único na história. No dia 12 de outubro de 1518, detido e convocado a Roma por ordem do Papa Leão X, Lutero foi conduzido até Augsburgo para ser julgado diante do Cardeal Cajetan. Tendo sido recusado um tribunal imparcial, Lutero fugiu durante a noite para salvar a vida. No dia 3 janeiro de 1521, uma bula formal foi emitida pelo papa enviando Lutero para o inferno se ele não se retratasse. Convocado pelo imperador, que garantia sua segurança, Lutero apareceu diante do Tribunal Imperial na Dieta de Worms, em 17 de abril de 1521. Instado a retratar-se de seus escritos, Lutero replicou:
Estou submisso às Escrituras que citei e minha consciência está cativa da Palavra de Deus. Não posso e não quero me retratar de coisa alguma... não posso agir de outro modo; aqui estou; que Deus me ajude...
Considerado agora como um fora da lei pelo edito do papa, Lutero fugiu novamente e foi “raptado” no caminho de volta a Wittenberg por amigos que acharam seguro escondê-lo de Wartburgo. A partir daí ele espalhou mais “heresia” através de escritos que abalaram ainda mais toda a Europa. Lutero insistiu sobre a autoridade final da Bíblia. Rejeitou a justificação diante de Deus através de rosários, peregrinações, orações aos santos, escapulários, medalhas, crucifixos, ou obras meritórias de qualquer espécie. Rejeitou a missa como sacrifício propiciatório, insistindo em que ela era apenas uma memória do completo sacrifício de Cristo no Calvário. Inconsistentemente, contudo, enquanto proclamava a fé independente de obras, ele reteve a crença no batismo como essencial à salvação e eficaz para as crianças que obviamente são incapazes de ter fé.
A determinação de Roma em eliminar a heresia luterana, conforme expressa na segunda Dieta de Speyer, em março de 1529, levou uma porção de príncipes independentes a assegurar o direito de viver conforme a Bíblia. Eles expressaram esta firme resolução no famoso “Protesto” de 19 de abril de 1529, de onde se originou a palavra “protestante”.
A Dieta Imperial foi realizada em Augsburgo para um completo exame das heresias protestantes. A Confissão de Augsburgo (composta por Melancton, de acordo com Lutero) foi lida em 25 de junho de 1530, diante de 200 dignatários da Igreja e do estado. Lutero não se atreveu a comparecer. A Confissão, condenada por Roma, tornou-se fundamental ao Luteranismo, desde então. Inacreditavelmente líderes luteranos têm se juntado a Roma, traindo desse modo as legítimas verdades pelas quais Lutero tanto sofreu.
Em Augsburgo, dia 31 de outubro de 1999 (“coincidentemente” o dia exato em que Lutero pregou, em 1517 publicamente suas teses no portão), representantes da Federação Luterana Mundial “FLM” e da Igreja Católica Romana assinaram uma Declaração Conjunta sobre a Justificação (JD), neutralizando antigas diferenças. Manchetes como “declaração conjunta termina virtualmente com o argumento da Reforma” apareceram no mundo inteiro. Lutero estava errado, afinal de contas. A data (31/10) e o lugar (Augsburgo) da assinatura da declaração conjunta parece ter sido deliberadamente escolhida para enfatizar que a Federação Luterana Mundial renunciava às convicções de Lutero. Roma finalmente se vingara.
Num conselho prévio de 49 membros da Federação Luterana Mundial o voto unânime foi para a aceitação da Declaração Conjunta. A Igreja Evangélica Luterana na América presidida pelo bispo H. George Anderson, (vice-presidente da Federação Luterana Mundial) levou o conselho a cantar “Agora todos agradecemos ao nosso Deus”. O Arcebispo sueco K.G. Hammar chamou aquele de “um grande dia para o mundo Luterano”. De fato, o que poderia ser maior do que renunciar à Reforma e desacreditar Lutero?
A Declaração Conjunta foi fruto de 30 anos de diálogo entre teólogos luteranos e católicos. Se a justificação pela fé em Cristo fosse complicada desse modo, quem poderia ser salvo? Quando o carcereiro de Filipos gritou “senhores, que devo fazer para ser salvo”? Paulo não respondeu: “você pode esperar 30 anos enquanto eu lhe respondo?” Ele disse apenas: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo”(Atos 16:31). O evangelho bíblico não permite qualquer diálogo” teológico.
Ao assinar a Declaração Conjunta os Luteranos se renderam. Os Católicos não mudaram coisa alguma. O Vaticano tem se recusado a anular qualquer um dos cem anátemas {proferidos contra os protestantes}, ainda em efeito contra todos aqueles que proclamam a justificação exclusivamente pela fé em Cristo, sem os sacramentos da Igreja Católica Romana. Contudo, a Declaração Conjunta engana tanto os Protestantes como os Católicos, levando-os a crer que a Reforma surgiu de um ligeiro mal entendido do verdadeiro Catolicismo.
Inegavelmente, a crença e a prática de um bilhão de católicos romanos espalhados ao redor do mundo (ignorados pela Declaração Conjunta) permanecem exatamente como sempre foram. O fato é que a linguagem cuidadosa, complexa e teológica da Declaração Conjunta não significa coisa alguma. Os católicos continuam “rezando” a Maria por salvação, e ainda acreditam que os “méritos e graças de Cristo ganhos na cruz” podem ser recebidos apenas em pequenas proporções, que nunca salvam totalmente e que só podem ser conseguidos através dos sacramentos da Igreja. Eles {os católicos} ainda se flagelam e praticam boas obras e sofrimento, a fim de obter a salvação.
Aqui em Presov, Eslováquia, onde tivemos nossa última reunião, visitamos o monte “Calvário” de onde se descortina a cidade. “Calvários” semelhantes são encontrados através do país. No topo do monte existe uma antiga igreja ortodoxa e para se chegar até lá há uma senda tortuosa com degraus passando por uma quantidade de santuários de vários “santos”. Em dias santos especiais, milhares de fiéis católicos e ortodoxos sobem até o monte, muitos deles de joelhos. As pedras não são lisas nem a estrada cimentada, como acontece continuamente na travessia de joelhos até Fátima, em Portugal e outros santuários. O caminho de sofrimento de Presov é feito de pedras ásperas e me horrorizei ao pensar nos joelhos sangrentos e esfolados penosamente suportados a fim de ganhar o céu, ilusão promovida e abençoada pela Igreja. A prática de conseguir “salvação” dos católicos atuais, no mundo inteiro, é exatamente aquela da Idade Média.
Os católicos ainda usam escapulários e medalhas para abrir os portões do céu e confiam na Santa Madre para oferecer missas após sua morte, a fim de livrá-los do purgatório. Eles ainda rezam aos “santos”, tais como o Padre Pio, que eles acreditam ter sofrido para pagar os pecados alheios e assim redimido multidões através do estigma que suportou durante quarenta anos. De fato muitas centenas de milhares de fiéis lotaram a Praça de São Pedro, em 03 de maio de 1999, quando João Paulo II beatificou o Padre Pio. Este é o mesmo catolicismo praticado durante 1500 anos, sem mudança alguma pela Declaração Conjunta ou ECT. Querendo ou não, os evangélicos que assinaram esse documento estão endossando essas práticas pagãs e encorajando um bilhão de católicos numa falsa esperança.
A prática exata de oferecer indulgências (que abriu os olhos de Lutero para a maldade do evangelho de Roma, por ele denunciada, e contra a qual ele laborou tão diligentemente) continua sendo parte vital e oficial do catolicismo – fato estranhamente ignorado pela Declaração Conjunta e a ECT. Mesmo enquanto as negociações luterano-católicas estavam sendo finalizadas, o papa estava prometendo mais indulgências para o ano 2000. O objetivo principal das indulgências é abreviar o tempo e reduzir as penas no purgatório, uma falsa doutrina freqüentemente apoiada por João Paulo II. Por exemplo, no Vaticano, em 04 de agosto de 1999, o papa explicou novamente que “não podemos nos aproximar de Deus (isto é, entrar no céu) sem sofrer uma espécie de purificação, (através do sofrimento pessoal de alguém, adicionado ao que Cristo sofreu na cruz). Todo o traço de ligação com o mal deve ser eliminado, toda a imperfeição da alma, corrigida... e de fato isto é precisamente o significado do ensino da Igreja sobre o purgatório. Aqueles que assinaram a Declaração Conjunta e a ECT (proclamando os católicos como “irmãos cristãos”) foram feitos de bobos.
Na véspera do Natal de 1999, João Paulo II abriu uma “porta sagrada” em São Pedro (e subseqüentemente em três outras basílicas de Roma), através das quais os peregrinos vindos de todo o mundo estiveram andando, a fim de ganhar o perdão de pecados. A Igreja se gaba de que esta prática foi iniciada em 1300 pelo Papa Bonifácio VIII. Na “Unam Sanctam”, de 1302, uma Bula infalível ainda em vigor até hoje, Bonifácio tornou a obediência absoluta ao papa como uma condição de salvação. Sobre isso a Declaração Conjunta e a ECT estão também cegos e mudos.
Bonifácio era tão mau que Dante o sepultou nas maiores profundezas do inferno. Uma mãe e sua filha eram simultaneamente suas amantes. Assassinando seis mil habitantes, ele destruiu completamente a bela cidade de Palestrina com toda a sua arte e estrutura histórica datada da época de Júlio César, e a reduziu a um campo arado onde mandou espalhar sal. E por que? Simplesmente porque os Colonas de Palestrina havia se tornado inimigos do papa, o qual ofereceu indulgências (sim, indulgências a todos aqueles que ajudaram a destruí-los). João Paulo II deve saber de tudo isso e, contudo, ele e sua Igreja traçam sua suposta “sucessão apostólica” através de tais papas monstros, dos quais Bonifácio não foi de modo algum o pior.
A Reforma deixou uma estrutura de igrejas estatais (católicas e luteranas) através da Europa, cujos pastores e sacerdotes recebem seus salários do estado, pagos através dos impostos de todos os cidadãos, fato que só aumenta o ressentimento contra o “Cristianismo”. A Eslováquia logo assinará concordata com o Vaticano dando à Igreja Católica especial status, privilégios e influência. Recentemente uma peregrinação de líderes estaduais e religiosos liderada pelo Presidente Rudolf Schuster da Eslováquia foi até Roma para uma audiência com o papa. Os delegados ajoelharam-se diante dele e alguns beijaram-lhe o anel. Dentre os delegados estavam os líderes da União Batista e de outras supostas igrejas evangélicas. Minha primeira reunião em Presov deveria ter sido realizada no local da Igreja Apostólica. Ao chegar lá fomos informados de que a reunião havia sido transferida para a Capela do Calvário, visto como o pastor apostólico, que havia me convidado, tinha sido demitido ao expor o falso evangelho de Roma.
Os Reformadores e seus credos e os mais recentes defensores da fé, tais como Spurgeon e D.M. Lloyd Jones, têm consistentemente chamado os papas de anticristos. Não que papa algum jamais tenha sido alguma vez o Anticristo, governador político mundial de Satanás. Mas os papas sempre têm sido a antítese de Cristo. O papa é recebido por presidentes, reis e primeiros ministros e ovacionado por milhões, onde quer que ele vá; enquanto isso Cristo foi zombado por uma multidão gritando: “fora com ele, crucifica-o”. Cristo possuía apenas um manto sobre o qual dormiu no chão antes de ser crucificado, porque não possuía casa; o papa tem centenas dos mais custosos mantos de seda bordados de ouro, e reside em mais de um palácio, dois dos quais com mais de 1.100 aposentos cada. Cristo dá a salvação como um dom gratuito, que ele pagou completamente através de seus sofrimentos na cruz; o papa declara que a salvação parcial é dada através do sacrifício de Cristo sobre os altares de Igreja Católica Romana (milhares de vezes diariamente). O contraste entre Cristo e o seu professo “vigário” não poderia ser maior.
Há uma traição, não apenas contra as convicções de Lutero e da Reforma pelos líderes Luteranos, mas contra Cristo e o evangelho, pelos líderes evangélicos. Foi com o coração partido que vimos a apostasia e a profanação onde os mártires morreram aos milhões para preservar um evangelho, o qual agora está sendo negado, não apenas pelo seus descendentes incrédulos, mas pelo líderes das igrejas que professam Cristo. O tempo está se esgotando, contudo ainda não é tarde demais para resgatar aqueles que desejam conhecer a verdade. Que Deus nos conduza até eles, em toda parte.
Dave Hunt –The Berean Call – Junho/2000
Música "gospel"..."livre arbítrio"
Faz uns dias, numa conversa virtual (chat) recebi estas perguntas:
"pastor, não temos o livre arbítrio? (pois sempre ouço falar que deus nos deu esse direito de escolha)"
"astor, é errado o cristão ouvir outro tipo de música que não seja gospel?"
Então, tendo colocado isto...poderão entender a minha resposta a seguir:
"Bom dia. Vamos pensar um pouco....se uma viatura da policia pega um meliante e o leva pro xilindro...sera que a policia deixaria a chave ao alcance do imprestável?... Quando Satanás usurpou o direito ao governo do planeta...será que ele deixou a chave pra adão se libertar a si mesmo? O livre arbítrio sempre foi considerado uma heresia... até que um "mestre" de um seminario calvinista na Holanda, chamado Jacobo Armínio trouxe de volta isso. A igreja cristã, baseada na Bíblia sempre ensinou que o homem nasce SOB o domínio de Satã e só os convertidos passam ao domínio do Senhor Jesus...
A palavra "servo" aparece só no português... No grego essa palavra é "doulos" e significa ESCRAVO...leia Romanos 6:16,18 e 20...mas no original diz "escravos"... não ha um terceiro grupo... o homem esta SOB Satã ou SOB Deus...não existe uma terceira opção....
Por outro lado...quem afirmaria que os não cristãos (ímpios) têm o Espirito Santo dentro deles?
Vejamos o que a Palavra diz: Romanos 8:9 "Vós, porém, não estais na carne, mas no Espírito, se é que o Espírito de Deus habita em vós. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele"
Fica BEM claro o que a Palavra ensina: quem tem o Espirito habitando nele é do Senhor Jesus...Mas quem NAO tem o Espirito essa pessoa NAO é do Senhor Jesus...Até ai....tudo certo, tudo nos conformes...Não é?
Agora veja o que a Palavra ensina em II Corintios 3:17 "Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade"
Juntando as pontas...COMO É que há quem afirme que o ímpio não tem o Espirito Santo morando nele...MAS, contra as Escrituras, afirma que esse ímpio tem "livre arbítrio" - se a Bíblia ensina claramente que II Corintios 3:17 "Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade"...o oposto é "onde NAO está o Espirito do Senhor...ai NAO HÁ liberdade"....isso é o ensinamento DA Palavra (não de pastor nem de igreja)...
O cristão deve PENSAR...usar o raciocínio, por isso o próprio Deus faz este apelo: Isaías 1:18 "Vinde então, e argüi-me, diz o SENHOR: ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a branca lã"
Argüi-me = usem argumentos/usem o raciocínio...
Acerca de ouvir "música gospel" - ela e mais uma "fatia de mercado" deste mundo....música que USA o nome de Deus para conseguir lucros!...
A verdadeira música cristã esta nos hinos ANTIGOS que não mais são cantados nas "igrejas"...
Pessoalmente ouço hinos tradicionais, música instrumental, calma...isso alimenta a alma...
Ha um livrinho muito bom "Crer é também pensar", deve encontra-lo numa livraria evangélica...
Vc. escreveu: "Se estamos no domínio de Deus logo não temos o livre árbitro"... Bom o próprio Senhor nos disse: João 8:36 "Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres"
Então...juntando isto com Romanos 8:9 e 2Cor. 3:17...podemos afirmar que somente os cristãos verdadeiros (frisando bem isto: verdadeiros) somos livres...
Essa liberdade não significa "livre p/ fazer o que a carne quiser" Romanos 6:1 "Que diremos pois? Permaneceremos no pecado, para que a graça abunde?"
Essa liberdade significa LIVRES do domínio de Satã...livres da condenação...
NÃO se pode afirmar que o ímpio (em cujo coração não habita o Espírito do Senhor) é livre....isso é ensino ANTI bíblico...
A Palavra ensina que ele e escravo do Satanas
Como pode ter livre arbítrio?!!!
A Palavra ensina que o ímpio é escravo do Satanas...e dessa escravidão é que o Senhor Jesus o liberta - Colossenses 1:13 "O qual nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor"
Estando o ímpio SOB a potestade das trevas...esse ímpio (não cristão)... é livre? COMO pode ser livre SEM ter o Espirito do Senhor? Então o Senhor Jesus enganou-nos? (Porque Ele afirmou: "Se o Filho vos libertar...verdadeiramente sereis livres")
II Timóteo 2:24 - 26 "E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, e tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos"

Perguntas à Palavra:
1- Quem é o servo (doulos...) do Senhor?
2 - Quais as características que o doulos do Senhor deve ter?
3 - Quem são "os que resistem"???
4 - O que significa "a ver se porventura Deus lhes dará..." ??? Dará o quê?
5 - Como descreve aos ímpio (os que resistem) o versículo 26???
6 - eles (os que resistem/ímpios) precisam DESPRENDER-SE dos LAÇOS....de QUEM???
7 - eles (os que resistem/ímpios) estão presos à vontade de QUEM???

Não é isto o que a Palavra ensina?
Não é isto contrario àquilo que os "pastores" e as "igrejas" ensinam? "